quinta-feira, 14 de agosto de 2008


"Não tenha medo do sofrimento, pois nenhum coração jamais sofreu quando foi em busca de seus sonhos" (Paulo Coelho)”

sábado, 5 de julho de 2008

A Aprendizagem de Ser Educador ( José Manuel Moran)

O texto de José Manuel Moran, A Aprendizagem de Ser Educador, nos relata o dia-a-dia dos professores desde o ínicio de sua carreira quando motivação não falta, e as dificuldades que vão surgindo ao passar dos anos, mas ele mostra alternativas valorosas para superar todas as experiências ruins e transformá-las em aprendizagens.
É interessante o que ele escreve sobre o caminho que se percorre ao sair da universidade e entrar no mercado de trabalho. Demonstra que ao iniciar sua carreira o professor sente-se inseguro, o que é normal nesta etapa de aprendizagem, tem medo de fracassar, mas esforça-se por se impor perante os alunos adquirindo respeito, credibilidade, reconhecimento, nesta etapa o professor esta motivado ele prepara suas aulas com tempo, busca novidades, ele quer cativar seus alunos e superiores.
Semestre vai, semestre vem o mesmo professor vai se sentido confiante, suas aulas, sua renda vai aumentando e com isto ele começa a utilizar o mesmo texto para turmas em níveis diferentes, o mesmo filme para assuntos completamente diferentes, os trabalhos e provas já não são lidos com tanto cuidado e atenção, mas ele continua trabalhando.
Aos poucos começa a se tornar cansativo a tarefa de ensinar, o professor começa a se questionar se vale a pena continuar ou se está na hora de mudar de profissão, ele pensa se o salário vale a pena. Diante destas crises de identidade alguns resolvem por iniciar outra profissão e deixam o magistério como um “bico”, outros, no entanto procuram reaprender a dar aulas, vão se atualizar, buscam motivar-se com seus colegas e alunos, renovam-se com o tempo tornando-se pessoas abertas, ricas, mais humanas, mas há aqueles que embora insatisfeitos permanecem lecionando dia-a-dia da mesma maneira, tornando suas aulas cansativas, insuportáveis e ainda reclamam que seus alunos não querem aprender.
Existem fatores importantes para o sucesso do professor, alguns têm a facilidade de relacionamento com seus alunos o que faz com seus educandos reconheçam esta atitude e valorizem este profissional, outros precisam desenvolver esta habilidade, o que é possível, cabe ao professor preparar suas aulas com afinco, boa vontade, pré-disposição de ser bem aceito, pois os alunos percebem pela aula que o professor prepara se ele se sente um vitorioso ou um fracassado. O professor necessita ter coerência com o que fala e suas atitudes, pois constantemente ele está sendo observado e suas atitudes valem mais que suas palavras.
Pode-se dizer ainda que para se obter sucesso profissional o professor precisa estar bem informado, precisa falar bem, se adaptar as circunstâncias inesperadas com bom humor e é imprescindível que ele consiga sempre surpreender seus alunos.
Como citou Moran “o educador não precisa ser perfeito para ser um bom profissional, basta que ele se revele, se mostre alguém atento capaz de evoluir, aprender e ensinar, deve ser otimista sem ser ingênuo, conseguindo despertar, incentivar, buscar o melhor que cada pessoa pode apresentar”.
http://www.eca.usp.br/prof/moran/aprendizagem.htm

quinta-feira, 19 de junho de 2008

Ensino de Filosofia Para Crianças.

O ensino de Filosofia para Crianças começa a ser desenvolvido em várias instituições de ensino públicas e particulares. Algumas experiências têm demonstrado que crianças em contato com a Filosofia desenvolvem maior autonomia de pensar, atitudes e comportamentos de cooperação e respeito mútuos. Nesse sentido, o Curso de Pedagogia desenvolve um projeto de Filosofia numa escola municipal, com crianças das séries iniciais. Os alunos do curso participantes do projeto, sob a orientação da professora da disciplina, desenvolvem atividades de investigação, com leitura seguida de discussão de textos e desenhos.
http://www.fafibe.br/projetos/cursos.php?codigo=26&ano=2004&registro=116#116



É bastante atual a preocupação acadêmica no que diz respeito ao ensino de Filosofia com crianças e jovens; mais precisamente acerca de qual filosofia ensinar, e como ensinar. A necessidade de se debater alternativas de ensino que possibilitem uma aprendizagem ativa e criativa, concerne hoje, o eixo central das discussões relativas as diversas metodologias aplicáveis em sala de aula. Dentro destas problemáticas emerge também a pergunta: é possível o ensino de Filosofia no nível fundamental? Certamente! Partindo do pressuposto de que o papel da filosofia nas séries iniciais, não tem por objetivo imediato analisar e resolver grandes problemas históricos da Filosofia, mas sim o de criar uma predisposição favorável ao exercício filosófico, desenvolvendo hábitos psicofísicos que propiciem melhor desempenho nos níveis posteriores de desenvolvimento desta modalidade de ensino; acrescentando que a Filosofia com crianças e adolescentes deve proporcionar um espaço dinâmico de criação, reflexão e expressão; ampliando a dificuldade de sua efetivação.
O presente grupo de estudos detém-se principalmente em temas que são precisamente o alicerce das diversas análises desta discussão. Ensinar Filosofia implica atitude! Principalmente nas instituições de ensino, onde todos devem estar interessados, sobretudo o educador, que tem como primeiro desafio, construir um método interdisciplinar que desmistifique a compreensão do exercício filosófico como algo enfadonho, complexo e de difícil acesso.
http://www.ufpel.edu.br/